sexta-feira, 22 de agosto de 2025

O livro do Profeta Isaías 01 Descrição dos pecados e dos sofrimentos do povo, com exortações e ameaças

 

O livro do Profeta Isaías 01

Descrição dos pecados e dos sofrimentos do povo, com exortações e ameaças

 

1 Visão de Isaías, filho de Amós, a qual ele viu a respeito de Judá e Jerusalém, nos dias de Uzias, Jotão, Acaz, e Ezequias, reis de Judá.

2 Ouvi, ó céus, e presta ouvidos, tu ó terra, porque fala o Senhor: Criei filhos, e exalcei-os; mas eles prevaricaram contra mim.

3 O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende.

4 Aí da nação pecadora, do povo carregado de iniqüidade da semente de malignos, dos filhos corruptores: deixaram ao Senhor, blasfemaram do Santo de Israel, voltaram para trás.

5 Por que seríeis ainda castigados, se mais vos rebelaríeis? Toda a cabeça está enferma e todo o coração fraco.

6 Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chegas podres, não espremidas, nem ligadas, nem nenhuma delas amolecida com óleo.

7 A vossa terra está assolada, as vossas cidades abrasadas pelo fogo: a vossa região os estranhos a devoram em vossa presença; e está devastada, como numa subversão de estranhos.

8 E a filha de Sião se ficou como a cabana na vinha, como a choupana no pepinal, como cidade sitiada.

9 Se o Senhor dos Exércitos nos não deixara algum remanescente, já como Sodoma seríamos, e semelhantes a Gomorra.

10 Ouvi a palavra do Senhor, vós príncipes de Sodoma: prestai ouvidos à lei do nosso Deus, vós, ó povo de Gomorra.

11 De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o Senhor? Já estou farto dos holocaustos de carneiros, e de cordeiros, nem de bodes.

12 Quando vindes para comparecerdes perante mim, quem requereu isto de vossas mãos, que viésseis pisar os meus átrios?

13 Não tragais mais ofertas debalde: o incenso é para mim abominação e as luas novas, e os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniqüidade, nem mesmo o ajuntamento solene.

14 As vossas luas novas, e as vossas solenidades as aborrece a minha alma; já me são pesadas: já estou cansado de as sofrer.

15 Pelo que, quando estendeis as vossas mãos escondo de vós os meus olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue.

16 Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos: cessai de fazer mal:

17 Aprendei a fazer bem; praticai o que é reto; ajudai o oprimido: fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas.

18 Vinde então, e argüi-me, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve: ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã.

19 Se quiserdes, e ouvirdes, comereis o bem desta terra.

20 Mas se recusardes, e fordes rebeldes, sereis devorados à espada, porque a boca do Senhor o disse.

21 Como se fez prostituta a cidade fiel! Ela que estava cheia de retidão! A justiça habitava nela, mas agora homicidas.

22 A tua prata se tornou em escórias, o teu vinho se misturou com água.

23 Os teus príncipes são rebeldes, e companheiros de ladrões: cada um deles ama as peitas, e corre após salários: não fazem justiça ao órfão, e não chega perante eles a causa das viúvas.

24 Portanto diz o Senhor Deus dos Exércitos, o Forte de Israel: Ah! Consolar-me-ei acerca dos meus adversários, e vingar-me-ei dos meus inimigos.

25 E voltarei contra ti a minha mão, e purificarei inteiramente as tuas escórias; e tirar-te-ei toda a impureza.

26 E te restituirei os teus juízes, como eram dantes; e os teus conselheiros, como antigamente; e então te chamarão cidade de justiça, cidade fiel.

27 Sião será remida com juízo, e os que voltam para ela com justiça.

28 Mas os transgressores e os pecadores serão juntamente destruídos, e os que deixarem o Senhor serão consumidos.

29 Porque vos envergonhareis pelos carvalhos que cobiçastes, e sereis confundidos pelos jardins que escolhestes.

30 Porque sereis como o carvalho, ao qual caem as folhas, e como a floresta que não tem água.

31 E o forte se tornará em estopa, e a sua obra em faísca; e ambos arderão juntamente, e não haverá quem os apague.

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