Cantares de Salomão 08
O amor inalterável do esposo para com a esposa
5 Quem é esta que sobe do deserto, e vem encostada tão
aprazivelmente ao seu amado? Debaixo duma macieira te despertei, ali esteve tua
mãe com dores; ali esteve com dores aquela que te deu à luz.
6 Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o
teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme:
as suas brasas são brasas de fogo, labaredas do Senhor.
7 As muitas águas não poderiam apagar este amor nem os rios
afoga-lo: ainda que alguém desse toda a fazenda de sua casa por este amor,
certamente a desprezariam.
8 Temos uma irmã pequena, que ainda não tem peitos: que
faremos a esta nossa irmã, no dia em que dela se falar?
9 Se ela for um muro, edificaremos sobre ela um palácio de
prata; e, se ela for uma porta, cercá-la-emos com tábuas de cedro.
10 Eu sou um muro, e os meus peitos como as suas torres:
então eu era aos seus olhos como aquela que acha a paz.
11 Teve Salomão uma vinha em Baal-Hamom; entregou esta
vinha a uns guardas; e cada um lhe trazia pelo seu fruto mil peças de prata.
12 A minha vinha que tenho está diante de mim: as mil peças
de prata são para ti, ó Salomão, e duzentas para os guardas do seu fruto.
13 Ó tu, que habitas nos jardins, para a tua voz os companheiros
atentam; faze-ma pois também ouvir.
14 Vem depressa, amado meu, e faze-te semelhante ao gamo ou
ao filho dos veados sobre os montes dos aromas.
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