quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Cantares de Salomão 08 O amor inalterável do esposo para com a esposa

 

Cantares de Salomão 08

O amor inalterável do esposo para com a esposa

 

5 Quem é esta que sobe do deserto, e vem encostada tão aprazivelmente ao seu amado? Debaixo duma macieira te despertei, ali esteve tua mãe com dores; ali esteve com dores aquela que te deu à luz.

6 Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme: as suas brasas são brasas de fogo, labaredas do Senhor.

7 As muitas águas não poderiam apagar este amor nem os rios afoga-lo: ainda que alguém desse toda a fazenda de sua casa por este amor, certamente a desprezariam.

8 Temos uma irmã pequena, que ainda não tem peitos: que faremos a esta nossa irmã, no dia em que dela se falar?

9 Se ela for um muro, edificaremos sobre ela um palácio de prata; e, se ela for uma porta, cercá-la-emos com tábuas de cedro.

10 Eu sou um muro, e os meus peitos como as suas torres: então eu era aos seus olhos como aquela que acha a paz.

11 Teve Salomão uma vinha em Baal-Hamom; entregou esta vinha a uns guardas; e cada um lhe trazia pelo seu fruto mil peças de prata.

12 A minha vinha que tenho está diante de mim: as mil peças de prata são para ti, ó Salomão, e duzentas para os guardas do seu fruto.

13 Ó tu, que habitas nos jardins, para a tua voz os companheiros atentam; faze-ma pois também ouvir.

14 Vem depressa, amado meu, e faze-te semelhante ao gamo ou ao filho dos veados sobre os montes dos aromas.

 

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