sexta-feira, 27 de março de 2026

O livro do profeta Ezequiel 47 A torrente das águas purificadoras

 

O livro do profeta Ezequiel 47

A torrente das águas purificadoras

 

1  Depois disto me fez voltar à entrada da casa, e eis que saíam umas águas debaixo do umbral da casa, olhava para o oriente, e as águas vinham de baixo, desde a banda direita da casa, da banda do sul do altar.

2 E ele me tirou pelo caminho da porta do norte, e me fez dar uma volta pelo caminho de fora, até à porta exterior, pelo caminho que olha para o oriente; eis que corriam umas águas desde a banda direita.

3 E saiu aquele homem para o oriente, tendo na mão um cordel de medir; e mediu mil côvados, e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos artelhos.

4 E mediu mais mil, e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos joelhos; e mediu mais mil, e me fez passar por águas que me davam pelos lombos.

5 E mediu mais mil, e era um ribeiro, que eu não podia atravessar, porque as águas eram profundas, águas que se deviam passar a nado, ribeiro pelo qual não se podia passar.

6 E me disse: Viste, filho do homem? Então me levou, e me tornou a trazer à margem do ribeiro.

7 E, tornando eu, eis que à margem do ribeiro havia uma grande abundância de árvores, de uma e de outra banda.

8 Então me disse: Estas águas saem para a região oriental, e descem à campina, e entram no mar; e, sendo levadas ao mar, sararão as águas.

9 E será que toda a criatura vivente que vier por onde quer que entrarem estes dois ribeiros, viverá, e haverá muitíssimo peixe; porque lá chegarão estas águas, e sararão, e viverá tudo por onde quer que entrar este ribeiro.

10 Será também que os pescadores estarão junto dele; desde Engedi até En-Eglaim, haverá lugar para estender as redes; o seu peixe, segundo a sua espécie, será como o peixe do mar grande, em multidão excessiva.

11 Mas os seus charcos e os seus lamaceiros não sararão; serão deixados para sal.

12 E junto do ribeiro, à sua margem, de uma e de outra banda, subirá toda a sorte de árvore que dá fruto para se comer: não cairá a sua folha, nem perecerá o seu fruto: nos seus meses produzirá novos frutos, porque as suas águas saem do santuário; e o seu fruto servirá de alimento e a sua folha de remédio.

Nenhum comentário:

Postar um comentário