segunda-feira, 24 de novembro de 2025

O livro do Profeta Jeremias 08 A apostasia do povo de Deus. O castigo é inevitável

 

O livro do Profeta Jeremias 08

A apostasia do povo de Deus. O castigo é inevitável

 

4 Dize-lhe mais: Assim diz o Senhor: Cairão os homens, e não se tornarão a levantar? Desviar-se-ão, e não voltarão?

5 Por que pois se desvia este povo de Jerusalém, com uma apostasia contínua? Retém o engano, não quer voltar.

6 Eu escutei e ouvi: não falam o que é reto, ninguém há que se arrependa da sua maldade, dizendo: Que fiz eu? Cada um se devia na sua carreira, como um cavalo que arremete com ímpeto na batalha.

7 Até a cegonha no céu conhece os seus tempos determinados; e a rola, e o grou e a andorinha observam o tempo da sua arribação: mas o meu povo não conhece o juízo do Senhor.

8 Como pois dizeis: Nós somos sábios, e a lei do Senhor está conosco? Eis que em vão tem trabalhado a falsa pena dos escribas.

9 Os sábios foram envergonhados, foram espantados e presos: eis que rejeitaram a palavra do Senhor; que sabedoria pois teriam?

10 Portanto darei suas mulheres a outros, e as suas herdades a quem as possua; porque desde o menor até ao maior cada um deles se dá à avareza: desde o profeta até ao sacerdote, cada um deles usa de falsidade.

11 E curam a ferida da filha de meu povo levianamente, dizendo: Paz, paz quando não há paz.

12 Porventura envergonham-se de cometer abominação? Pelo contrário, de maneira nenhuma se envergonham, nem sabem que coisa é envergonhar-se; Portanto cairão entre os que caem e tropeçarão no tempo em que eu os visitar, diz o Senhor.

13 Certamente os apanharei, diz o Senhor: já não há uvas na vide, nem figos na figueira, e a folha caiu; e até aquilo mesmo que lhes dei se irá deles.

14 Por que nos assentamos ainda? Juntai-vos e entremos nas cidades fortes, e ali estejamos calados; pois já o Senhor nosso Deus nos fez calar e nos deu a beber água de fel; porquanto pecamos contra o Senhor.

15 Espera-se a paz, e não há bem: o tempo da cura, e eis o terror.

16 Já desde Dã se ouve o resfolegar dos seus cavalos: toda a terra treme à voz dos rinchos dos seus fortes; e vêm, e devoram a terra e a sua abundância, a cidade e os que habitam nela.

17 Porque eis que enviarei entre vós serpentes e basiliscos, contra os quais não há encantamento, e vos morderão, diz o Senhor.

18 Oh! Se eu pudesse consolar-me na minha tristeza! O meu coração desfalece em mim.

19 Eis a voz do clamor da filha do meu povo de terra mui remota: Não está o Senhor em Sião? Não está nela o seu rei? Por que me provocaram à ira com as imagens de escultura, com vaidades estranhas?

20 Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos.

21 Estou quebrantado pela ferida da filha do meu povo: ando de luto: o espanto se apoderou de mim.

22 Porventura não há ungüento em Gileade? Ou não há lá médico? Por que pois não teve lugar a cura da filha do meu povo?

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