Juízes 14
O enigma de Sansão
12 Disse-lhes pois Sansão: Eu vos darei um enigma a adivinhar e, se nos sete dias das bodas mo declarardes e descobrirdes, vos darei trinta lençóis e trinta muda de vestidos.
13 E, se mo não puderdes declarar, vós me dareis a mim os trinta lençóis e as trinta mudas de vestidos. E eles lhe disseram: Dá-nos o teu enigma a adivinhar, para que o ouçamos.
14 Então lhe disse: Do comedor saiu comida, e doçura saiu dos fortes. E em três dias não puderam declarar o enigma.
15 E sucedeu que, ao sétimo dia, disseram à mulher de Sansão: Persuade a teu marido que nos declare o enigma para que porventura não queimemos a fogo a ti e à casa de teu pai: chamaste-nos vós aqui para possuir o que é nosso, não é assim?
16 E a mulher de Sansão chorou diante dele, e disse: Tão-somente me aborreces, e não me amas, pois deste aos filhos do meu povo um enigma a adivinhar, e ainda mo não declaraste a mim. E ele lhe disse: Eis que nem a meu pai nem a minha mãe o declarei, e to declararia a ti?
17 E chorou diante dele os sete dias em que celebravam as bodas: sucedeu pois que ao sétimo dia lho declarou, porquanto o importunava; então ela declarou o enigma aos filhos do seu povo.
18 Disseram-lhe pois os homens daquela cidade, ao sétimo dia, antes de se pôr o sol: Que coisa há mais doce do que o mel? e que coisa há mais forte do que o leão? E ele lhes disse: Se vós não lavrásseis com a minha novilha, nunca teríeis descoberto o meu enigma.
19 Então o espírito do Senhor tão possantemente se apossou dele, que desceu aos ascalonitas, e matou deles trinta homens, e tomou os seus vestidos, e deu as mudas de vestidos aos que declararam o enigma: porém acendeu-se a sua ira, e subiu à casa de seu pai.
20 E a mulher de Sansão foi dada a seu companheiro, que o acompanhava.
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